Parabéns a um gigante na luta pela Polícia Penal
Fenasppen denuncia avanço da terceirização da atividade indelegável da Polícia Penal
Explosão da população carcerária coincide com avanço de empresas privadas no sistema prisional

Fenasppen denuncia avanço da terceirização da atividade indelegável da Polícia Penal

Não dá para combater o crime organizado, desmantelar organizações criminosas sem fortalecer a presença do Estado no Sistema Penitenciário…

“É inadmissível terceirizar uma atribuição típica de Estado como é a Polícia Penal. Não dá para combater o crime organizado, desmantelar organizações criminosas sem fortalecer a presença do Estado no Sistema Penitenciário e entregar a atividade policial penal para a exploração financeira em contratos milionários dessas empresas. Isso é criminoso!”, denunciou Anunciação.

É inadmissível terceirizar uma atribuição típica de Estado como é a Polícia Penal.

Em 23 e 24/09/2025, aconteceu a 12ª reunião do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (CNSP), no Ministério da Justiça, em Brasília. Foram apresentados temas nacionais de interesse das Categorias da Segurança Pública. O Presidente da Federação Nacional Sindical dos Policiais Penais – Fenasppen, Fernando Anunciação, levou denúncia sobre o avanço das empresas privadas na usurpação da atividade policial penal no Sistema Penitenciário, através da terceirização com a atuação de monitores contratados. Ao invés de fortalecer a presença do Estado, no mês de agosto, o Estado de Alagoas fez a transferência de 90 presos, identificados como chefes de facções criminosas, do Presídio de Segurança Máxima de Maceió para o Presídio do Agreste de Alagoas. Ambas as Unidades Prisionais são operacionalizadas em cogestão com a Empresa Privada REVIVER onde funcionários contratados desempenham atividades indelegáveis de poder de polícia que compete ao Estado, sob a narrativa de “apoio” à atividade operacional dos policiais penais.

Anunciação chamou a atenção sobre o PL 2694/2015 que tramita no Senado e prevê a legitimação dessa usurpação das atividades da Polícia Penal. O presidente da Fenasppen pediu que o Conselho se manifeste a esse respeito. “É inadmissível terceirizar uma atribuição típica de Estado como é a Polícia Penal. Não dá para combater o crime organizado, desmantelar organizações criminosas sem fortalecer a presença do Estado no Sistema Penitenciário e entregar a atividade policial penal para a exploração financeira em contratos milionários dessas empresas. Isso é criminoso!”, denunciou Anunciação. O Secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubo propôs que o tema seja debatido na próxima reunião do Conselho.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *